sábado, 31 de janeiro de 2009

Ciúmes?!

Após ler o post de um blog de uma amiga, www.marmarinlove.blogspot.com, e que se tratava de ciúmes, a minha resposta me pareceu interessante, apesar de clichê...

Depois de um texto enumerando os porquês do ciúmes ser um grandes demonstrativo do seu amor por alguém(ou algo), a minha frase foi “Você somente possui realmente algo quando você tem a segurança para abrir mão dela...” o que de certa forma, ainda mais tratando-se de relacionamento, é complicado... Qual o seu interesse em abrir mão da mulher/homem que você ama? Nesse ponto, meu raciocínio se torna um tanto quanto linear: Só esta comigo se realmente quiser estar, portanto qual a necessidade de uma possessão tão intensa e desnecessária?

Não estou dizendo que o ciúmes em si é absolutamente dispensável, não, até porque a parte mais divertida dele é provocar o ciúme alheio, mas a insegurança maior que o ciúmes carrega é o ponto mais delicado que eu vejo. Não sentir ciúmes pela situação em que a pessoa amada se coloca, mas sim por achar que ela vai te abandonar ou trair por causa das outras pessoas serem mais interessantes do que você.

Não sei até que ponto isso pode ser considerado prepotência, arrogância ou alguma coisa desse gênero, mas eu acredito invariavelmente na frase citada no começo do texto, e não que eu não sinta ciúmes, mas a minha liberdade mental é impagável...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Início

Início...


Um tanto quanto clichê fazer o primeiro post de um blog se tratar de início, mas o clichê termina nos campos aonde se torna ironicamente atrevido dizer que é apenas um início.

Primórdio de um momento sempre executado, mas raramente demonstrado, como uma criança deformada escondida num quarto escuro de uma casa, como se fosse culpa dela sua aparência horrenda. Condenada a sofrer pela falta de exposição, até o momento em que ela vai gritar, bater e forçar a sua saída... Pois elas nunca morrem... A própria ilusão da inexistência da sua criança é reflexo da sua convicção, de sua certeza, tão clara como a lua cheia, que ela continua trancada no porão, se alimentando das sobras que passam pela fresta do assoalho da sala de jantar e do que você ainda tem coragem de entregar pela porta...

Pois bem, eu digo que o meu orfanato para crianças deformadas encontrou um novo membro... Entre belas sem uma orelha, faces queimadas em sorriso repuxados entre a agonia e o prazer, terríveis olhos cegos com um brilho opaco ao vislumbrar o mundo pelo toque de seus dedos, dementes em um canto contando e perseguindo as frestas e ranhuras da tinta na parede, ela irá ficar por perto, se manifestando quando for de seu prazer...


Conviver com seus monstros é divertido, construtivo...


Praticamente...

Orgasmático.